Causas clínicas frequentes (o que costuma ser investigado)
Se o cansaço é persistente, intenso ou vem com sintomas associados, algumas causas clínicas são comuns e valem investigação.
A ideia é simples: checar o que é mais provável e corrigível primeiro.
1) Anemia e deficiência de ferro
Uma das causas mais comuns. Pode vir com falta de ar ao esforço, palpitação, tontura, dor de cabeça e queda de desempenho.
Exames de sangue podem avaliar anemia e estoques de ferro.
2) Tireoide (hipotireoidismo e outros desequilíbrios)
Tireoide lenta pode causar cansaço, sonolência, ganho de peso, pele ressecada e lentidão mental.
Tireoide acelerada pode causar agitação, palpitação e sono ruim — que também gera cansaço. Exames direcionados ajudam a avaliar.
3) Glicose e metabolismo (hipoglicemia, diabetes, resistência à insulina)
Oscilações de glicose podem causar sensação de fraqueza, tremor, sonolência pós-refeição e falta de energia.
Avaliar glicose e outros marcadores metabólicos pode fazer sentido, conforme o caso.
4) Vitaminas e deficiências nutricionais
Algumas deficiências podem contribuir para cansaço, principalmente quando há alimentação restritiva, baixa ingestão proteica, pouca exposição solar,
ou quadros de má absorção. A escolha do que medir depende do histórico.
5) Depressão, ansiedade e sobrecarga emocional
Emoções também cansam. Depressão pode aparecer como cansaço, desânimo e perda de interesse. Ansiedade pode drenar energia por tensão constante e sono ruim.
Isso não significa “é frescura” — significa que existe um componente que merece cuidado.
6) Apneia do sono (ronco e pausas na respiração)
Se você ronca alto, acorda engasgado, tem sono diurno forte ou acorda com dor de cabeça, pode haver apneia.
A pessoa “dorme”, mas não descansa. Isso derruba energia e pode afetar pressão e metabolismo.
Um ponto que ajuda muito
Cansaço excessivo quase sempre é “multifatorial” (mais de um fator junto). Por isso, o melhor é investigar e ajustar em camadas:
sono + estresse + alimentação + hidratação + exames básicos.