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Aviso importante

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica. Se tiver sintomas preocupantes ou persistentes, procure um profissional de saúde.

O que é palpitação?

Palpitação é a percepção subjetiva e desconfortável dos próprios batimentos cardíacos. As pessoas descrevem de formas variadas: coração acelerado (taquicardia), batimentos fortes, sensação de "flip-flop", "falha" no batimento, coração "correndo" ou "fora do ritmo". É muito comum — a maioria das pessoas experimenta algum episódio de palpitação ao longo da vida.

Causas mais comuns de palpitação

Causas benignas e situacionais

  • Ansiedade e estresse: A causa mais comum, especialmente em jovens. A adrenalina liberada na resposta de estresse acelera o coração.
  • Cafeína: Café, chá preto, chá verde, refrigerantes e energéticos podem provocar palpitação, especialmente em pessoas sensíveis ou em doses altas.
  • Exercício físico: A taquicardia do exercício é normal. O problema é quando persiste muito após o término ou ocorre em repouso.
  • Emoções intensas: Susto, alegria intensa, raiva — o sistema nervoso autônomo reage com aceleração cardíaca.
  • Hipoglicemia: Queda da glicemia desencadeia liberação de adrenalina, causando palpitação, tremor e suor.
  • Desidratação e anemia: O coração compensa batendo mais rápido para manter o débito cardíaco.

Causas que precisam de investigação

  • Arritmias cardíacas: Fibrilação atrial (FA), flutter atrial, taquicardia supraventricular (TSV), extrassístoles frequentes, síndrome de Wolf-Parkinson-White.
  • Hipertireoidismo: O excesso de hormônios tireoidianos acelera o coração de forma persistente.
  • Anemia grave
  • Prolapso da válvula mitral
  • Feocromocitoma: Tumor raro da glândula adrenal que libera surtos de adrenalina.
  • Medicamentos: Broncodilatadores (salbutamol), descongestionantes (pseudoefedrina), alguns antidepressivos e suplementos estimulantes.

Quando ir ao médico imediatamente

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Procure atendimento urgente se a palpitação vier acompanhada de:

Dor ou aperto no peito, falta de ar intensa, desmaio ou quase desmaio (síncope pré-síncope), suor frio, confusão mental ou palpitação que dura mais de 30 minutos sem parar. Esses sinais podem indicar arritmia grave.

Exames para investigar palpitação

  • Eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações: Primeiro exame — avalia ritmo cardíaco no momento do exame.
  • Holter 24 horas: Monitorização contínua do ritmo por 24-48 horas para capturar episódios que não aparecem no ECG de repouso.
  • Monitor de eventos cardíacos: Para episódios muito esporádicos — monitorização por semanas.
  • Ecocardiograma: Avalia estrutura e função cardíaca.
  • TSH: Rastreamento de disfunção tireoidiana.
  • Hemograma, glicemia, eletrólitos (potássio, magnésio).
  • Teste ergométrico: Para palpitação relacionada ao esforço.
Extrassístoles são perigosas?

Extrassístoles (batimentos "extras" fora do ritmo) são muito comuns e, na maioria das vezes, benignas em pessoas sem doença cardíaca estrutural. A sensação de "falha" ou "flip-flop" é típica. Quando são muito frequentes, causam sintomas significativos ou ocorrem em pessoas com doença cardíaca, merecem investigação e possível tratamento.

Palpitação pode ser ansiedade?

Sim. A ansiedade é uma das causas mais comuns de palpitação. O sistema nervoso autônomo libera adrenalina que acelera o coração. No entanto, a decisão de atribuir palpitação à ansiedade só deve ser feita após excluir causas cardíacas — um ECG e avaliação médica são importantes antes de concluir que é "só ansiedade".

Próximos passos

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