Falta de ar súbita e intensa em repouso, coloração azulada nos lábios ou dedos (cianose), dor no peito intensa associada, tosse com sangue, queda da pressão ou desmaio, falta de ar que piora rapidamente nas últimas horas.
O que é dispneia?
Dispneia é o termo médico para falta de ar — uma sensação subjetiva e desconfortável de esforço para respirar. Não existe um limiar único: para alguns, a dispneia só aparece em exercícios intensos; para outros, ocorre em repouso ou ao caminhar plano. O que importa é a mudança em relação ao seu padrão habitual.
Causas de falta de ar
Causas pulmonares
- Asma: Broncoespasmo reversível causado por inflamação das vias aéreas. Dispneia com chiado (sibilância), piora à noite ou com gatilhos (frio, pólen, exercício).
- DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica): Associada ao tabagismo, causa dispneia progressiva ao esforço.
- Pneumonia: Infecção do parênquima pulmonar — dispneia, febre, tosse produtiva.
- Pneumotórax: Ar entre o pulmão e a parede torácica — dispneia súbita, geralmente em jovens magros.
- Embolia pulmonar: Urgência grave — coágulo na artéria pulmonar causa dispneia súbita, dor torácica e taquicardia.
Causas cardíacas
- Insuficiência cardíaca: O coração não bombeia suficientemente — líquido se acumula nos pulmões (edema pulmonar). Dispneia ao esforço, ortopneia (piora ao deitar), dispneia paroxística noturna.
- Doença arterial coronariana: Angina ou infarto podem causar dispneia como equivalente anginoso.
- Arritmias: Taquicardias rápidas reduzem o tempo de enchimento ventricular e causam dispneia.
Causas não cardiopulmonares
- Anemia grave: Redução da capacidade de transporte de oxigênio — dispneia ao esforço, fadiga, palpitação.
- Ansiedade e hiperventilação: A síndrome de hiperventilação causa dispneia funcional com formigamento, tontura e tetania. É benigna mas muito desconfortável.
- Obesidade grave: O peso do abdômen limita a excursão diafragmática.
- Gravidez: Desconforto respiratório é normal, especialmente no terceiro trimestre.
Exames para investigar falta de ar
- Raio-X de tórax: Primeiro exame — avalia coração, pulmões e estruturas torácicas.
- Oximetria de pulso: Saturação de oxigênio — abaixo de 94% em repouso é preocupante.
- ECG: Avalia ritmo e presença de isquemia.
- Espirometria: Avalia função pulmonar — diferencia obstrução (asma, DPOC) de restrição.
- Ecocardiograma: Avalia função cardíaca.
- BNP/NT-proBNP: Marcador de insuficiência cardíaca.
- D-dímero + angiotomografia de tórax: Para exclusão de embolia pulmonar.
- Hemograma: Avalia anemia.
Sim. A ansiedade pode desencadear hiperventilação — respiração rápida e rasa que altera o equilíbrio de CO₂ no sangue, causando sensação intensa de falta de ar, formigamento e tontura. É fisiologicamente real, embora não represente perigo imediato. O tratamento inclui técnicas de respiração, psicoterapia e, quando necessário, medicação.
Depende da causa suspeita. O pneumologista trata doenças pulmonares (asma, DPOC, pneumonia). O cardiologista investiga causas cardíacas. Em urgências ou quando a causa não está clara, o clínico geral ou médico de emergência faz a triagem inicial.