Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica. Se tiver sintomas preocupantes ou persistentes, procure um profissional de saúde.
Tipos de dor nas costas por localização
Lombalgia (dor lombar)
A mais comum — afeta a região entre as últimas costelas e os glúteos. Pode ter origem muscular, discal, articular (facetas) ou radicular (com irradiação para a perna — ciática). É a causa mais comum de incapacidade em pessoas abaixo de 45 anos.
Dorsalgia (dor torácica)
Região entre o pescoço e a lombar. Menos comum que a lombalgia, mas pode indicar problemas posturais, doenças da coluna torácica, ou — importante — causas viscerais (coração, pulmão, rim).
Cervicalgia (dor cervical)
Dor no pescoço — muito relacionada à tensão muscular, postura inadequada (trabalho no computador, celular), hérnia cervical e espondilose. Pode irradiar para os braços.
Causas principais de dor nas costas
Dor mecânica (mais comum)
Causada por sobrecarga, má postura, tensão muscular ou alteração estrutural da coluna. Piora com movimento e melhora com repouso. Não tem sinal inflamatório (rigidez matinal < 30 min). Inclui: distensão muscular, hérnia de disco, espondiloartrose, estenose do canal.
Ciática (radiculopatia lombossacra)
Compressão da raiz nervosa — geralmente por hérnia de disco ou estenose — causa dor que irradia da lombar para a nádega, coxa, panturrilha e pé, seguindo o trajeto do nervo ciático. Pode acompanhar formigamento e fraqueza no membro.
Dor inflamatória
Rigidez matinal > 45 minutos, piora em repouso e melhora com movimento, em pessoas jovens — levanta suspeita de espondiloartrite (como espondilite anquilosante). Requer investigação com HLA-B27 e ressonância da coluna.
Causas que exigem investigação (red flags)
Dor em < 20 anos ou > 55 anos sem causa clara, perda de peso involuntária, febre, histórico de câncer, dor que não melhora de forma alguma com repouso, fraqueza progressiva nas pernas, perda de controle da bexiga ou intestino (síndrome da cauda equina — urgência cirúrgica).
Exames para dor nas costas
A maioria das lombalgias agudas não precisa de exame de imagem — melhora em 4-6 semanas com tratamento conservador. Exames são indicados quando há sinais de alerta, irradiação para os membros ou falta de melhora.
- Raio-X da coluna: primeiro exame para avaliar alinhamento, degeneração, fraturas
- Ressonância magnética: padrão-ouro para avaliar discos, nervos e medula
- Tomografia: útil para estruturas ósseas (estenose foraminal)
- Exames de sangue: VHS, PCR, hemograma, PSA (homens > 50), quando há suspeita de causa inflamatória ou tumoral
Tratamento
- Dor aguda: Analgésicos (paracetamol, dipirona), anti-inflamatórios (ibuprofeno, diclofenaco), relaxantes musculares por curto período, manutenção da atividade física (repouso absoluto não é recomendado).
- Fisioterapia: Fundamental para dor crônica — fortalecimento do core, estabilização lombar, alongamento.
- Cirurgia: Indicada em minoria dos casos — hérnia com déficit neurológico importante, estenose grave, instabilidade.
Não. A grande maioria das hérnias de disco melhora com tratamento conservador (fisioterapia, analgésicos, infiltração em casos selecionados) em 6-12 semanas. A cirurgia é reservada para casos com déficit neurológico significativo (fraqueza progressiva, perda de controle esfincteriano) ou falha do tratamento clínico adequado.
Veja também: qual especialista procurar, exames relacionados e doenças relacionadas.