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Aviso importante

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica. Se tiver sintomas preocupantes ou persistentes, procure um profissional de saúde.

Estrutura da coluna e por que dói

A coluna vertebral é composta por três regiões principais: cervical (7 vértebras — pescoço), torácica (12 vértebras — costas) e lombar (5 vértebras — região baixa). Abaixo, há o sacro e o cóccix. Entre as vértebras estão os discos intervertebrais — estruturas com núcleo gelatinoso (núcleo pulposo) e envoltório fibroso (anel fibroso) que funcionam como amortecedores.

Principais condições da coluna

Hérnia de disco

Ocorre quando o núcleo pulposo rompe o anel fibroso e comprime estruturas adjacentes — geralmente raízes nervosas. A localização mais comum é L4-L5 e L5-S1 (lombar) e C5-C6, C6-C7 (cervical). Pode causar dor local, irradiação, formigamento e fraqueza no membro.

Espondiloartrose

Degeneração das facetas articulares da coluna — processo natural do envelhecimento, acelerado por sobrecarga, obesidade e postura inadequada. Causa dor, rigidez e limitação de movimento. Formação de osteófitos (bicos de papagaio) é achado radiológico comum, mas nem sempre sintomático.

Estenose do canal vertebral

Estreitamento do canal espinhal que pode comprimir a medula ou raízes nervosas. Na coluna lombar, causa claudicação neurogênica: dor e fraqueza nas pernas ao caminhar, que melhora ao sentar ou inclinar para frente.

Espondilólise e espondilolistese

Espondilólise é uma fratura de estresse no istmo vertebral. Espondilolistese é o deslizamento de uma vértebra sobre outra. Ambas podem causar dor lombar, especialmente em jovens atletas.

Espondiloartrites

Grupo de doenças inflamatórias que incluem espondilite anquilosante, artrite psoriásica e artrite reativa. Afetam principalmente a articulação sacroilíaca e a coluna. Distinguem-se pela dor inflamatória (piora em repouso, melhora com movimento) e rigidez matinal prolongada.

Exames específicos

  • Raio-X simples: primeira avaliação — alinhamento, degeneração, fraturas
  • Ressonância magnética: padrão-ouro para discos, nervos, medula, ligamentos
  • Tomografia computadorizada: melhor para estruturas ósseas detalhadas
  • HLA-B27: marcador genético das espondiloartrites
  • PCR e VHS: marcadores inflamatórios
Bico de papagaio é sinal de doença grave?

Não necessariamente. Os osteófitos (bicos de papagaio) são formações ósseas que surgem como resposta ao desgaste articular — são muito comuns com o envelhecimento e frequentemente assintomáticos. Muitas pessoas com "bico de papagaio" no raio-X não têm dor. O tratamento é indicado pelos sintomas, não pelo achado radiológico isolado.