A enxaqueca afeta 15% da população mundial — mais mulheres do que homens — e é muito mais do que uma dor de cabeça forte. Entender os gatilhos e as opções de tratamento pode transformar a qualidade de vida de quem sofre com ela.
A enxaqueca é caracterizada por dor pulsátil geralmente unilateral, moderada a intensa, que piora com atividade física e é acompanhada de náusea/vômito e/ou fotofobia e fonofobia. Dura 4 a 72 horas sem tratamento. A 'aura' — sintomas neurológicos que precedem a dor — ocorre em 25% dos casos.
Estresse e alívio do estresse, privação ou excesso de sono, menstruação, álcool (especialmente vinho tinto), alimentos como queijo curado, cafeína e glutamato, luz forte e ruído intenso, e odores fortes são gatilhos frequentes. Identificar e evitar os gatilhos individuais reduz as crises.
Para a crise: AINES, triptanos (mais específicos, muito eficazes), e antieméticos. Para prevenção (quando há ≥4 crises/mês): betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos, antiepilépticos e — nos casos graves — injeções de CGRP (nova classe de alta eficácia).
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