A deficiência de vitamina D é o distúrbio nutricional mais prevalente no mundo — e afeta até 70% dos brasileiros, mesmo num país tropical. Entenda por quê e o que fazer.
Apesar do sol abundante, a maioria dos brasileiros fica em ambientes fechados durante o horário de maior produção de vitamina D (10h–15h). Protetor solar (essencial para prevenir câncer de pele) bloqueia a síntese. Obesidade, pele mais escura e idade avançada reduzem a eficiência de síntese.
Fadiga persistente, dores musculares e ósseas difusas, fraqueza muscular, depressão, infecções frequentes e queda de cabelo podem indicar deficiência. Porém, muitos casos são assintomáticos — o exame de 25-OH-D3 é a única forma de confirmar.
O nível ideal é entre 30 e 60 ng/mL. A dose de manutenção para adultos é geralmente 1.000–2.000 UI/dia. Para correção de deficiência: 4.000–10.000 UI/dia por 8–12 semanas, sempre sob orientação médica. A vitamina D3 (colecalciferol) é mais eficaz que a D2.
A principal fonte é a exposição solar: 15–20 minutos de sol em braços e pernas (sem protetor) entre 10h–15h, 3–4 vezes/semana. Fontes alimentares são pobres: peixes gordurosos (salmão, sardinha), gema de ovo e alimentos fortificados. A suplementação é frequentemente necessária.
Este conteúdo é educativo e não substitui consulta com profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.