A alimentação tem papel importante no controle do colesterol — mas a relação é mais complexa do que 'gordura = colesterol'. Este guia apresenta o que a ciência atual confirma.
A influência da dieta sobre o LDL é real mas moderada — geralmente de 10–15%. Em casos de hipercolesterolemia familiar grave, a genética domina e medicação é necessária independente da dieta. Para a maioria, a alimentação é parte do tratamento, não o único fator.
Fibras solúveis: aveia, cevada, feijão, lentilha, maçã — formam um gel que sequestra colesterol no intestino. Ômega-3: salmão, sardinha, atum — reduzem triglicérides principalmente. Fitoesteróis: encontrados em margarinas especiais e suplementos específicos. Azeite de oliva: eleva HDL e melhora o perfil lipídico.
Gorduras trans (parcialmente hidrogenadas — encontradas em alguns biscoitos e margarinas industriais): aumentam o LDL E reduzem o HDL. Gorduras saturadas em excesso (carne vermelha gorda, pele de frango, manteiga, queijos gordurosos): elevam o LDL. Açúcar em excesso: eleva triglicérides.
A restrição de ovos para quem tem colesterol alto foi baseada na teoria de que o colesterol alimentar elevaria o colesterol sanguíneo. Estudos mais recentes mostram que o ovo (rico em colesterol mas não em gordura saturada) tem impacto mínimo no LDL na maioria das pessoas. 1–2 ovos/dia são seguros para adultos saudáveis.
Este conteúdo é educativo e não substitui consulta com profissional de saúde qualificado. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.